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TUBE · telemetria com tolerância garantida

Menor no disco, fiel em cada medição.

Todo sensor já tem uma margem de erro escrita no manual ou numa norma. O TUBE guarda a série de medições num arquivo várias vezes menor e garante que nenhuma medição reconstruída se afasta da original mais do que essa margem. Não é "erro médio pequeno": é cada ponto, conferido um por um.

Espécime · 600 medições de vibração, com um solavanco no meio
medição originalo que o arquivo devolvefaixa de tolerânciafora da faixa
–menor que o original
–medições guardadas
–medições fora da faixa
–maior desvio ÷ tolerância

Ilustrativo: sinal sintético (semente fixa) e um guardador simples, que repete o último valor guardado. O TUBE de verdade prevê melhor e empacota os bytes, então comprime mais; os números medidos em dado real estão mais abaixo. A garantia é a mesma: o maior desvio nunca passa de 1× a tolerância.

No dia a dia

Como a foto que pesa menos, mas com garantia.

Quando o celular salva uma foto, ele joga fora detalhes que o olho não percebe, e o arquivo fica dez vezes menor. Para foto, ótimo. Para medição, não serve: ninguém consegue dizer quanto cada ponto mudou. Na média a foto está bonita, mas um pixel pode ter mudado muito.

O TUBE faz o mesmo tipo de economia, com uma diferença: antes de comprimir, combina-se quanto cada medição pode variar. Um termômetro com margem de meio grau, um sismógrafo com margem de uma contagem. Na hora de guardar, toda medição que ficaria fora dessa margem é guardada do jeito certo. Depois, o arquivo inteiro é reaberto e conferido ponto a ponto.

O resultado é um arquivo menor que abre um pouco diferente do original, mas nunca mais diferente do que o combinado. E qualquer pessoa pode refazer essa conferência sem precisar confiar em nós.

Compressão comum boa na média, sem limite por ponto um pontofoi longe TUBE cada ponto dentro da faixa erro médio: pequenomaior erro: desconhecido erro médio: pequenomaior erro: ≤ tolerância, provado original reconstruído faixa combinada
A diferença não está no tamanho do arquivo. Está em poder afirmar, por escrito, qual é o maior erro possível em qualquer ponto.
De onde vem a tolerância

A margem já está escrita em algum lugar.

O TUBE não inventa a tolerância: ela vem de quem usa o dado. Na maior parte dos casos, já existe um documento que diz quanto uma medição pode variar sem que isso mude qualquer decisão. É a precisão do instrumento, a resolução de um relatório obrigatório ou a regra de um mercado.

Quando a margem vem da norma, a garantia do TUBE vira uma frase que um auditor entende: "o arquivo guardado está dentro da precisão que a própria norma exige". O que era especificação no papel passa a ser uma propriedade conferida do arquivo.

Se a margem for mal escolhida, a garantia continua verdadeira e deixa de ser útil. Por isso a escolha é de quem conhece o uso, nunca nossa.

Sismógrafoa menor contagem do digitalizador± 1 contagem
Emissões de usinaa precisão de reporte da regra da EPA (40 CFR Part 75)resolução do relatório
Glicose contínuaa precisão exigida pela ISO 15197margem da norma
Nível de rioa leitura do posto do USGS± 0,05 pé
Vibração de máquinaa escala do acelerômetro, no nosso teste com rolamentos± 0,1 g
Preço de mercadoo menor passo de preço da bolsao próprio tick
A tolerância de cada exemplo vem das demonstrações publicadas na galeria. O valor exato é sempre declarado junto com o arquivo.
Como funciona

Prevê, confere, guarda só a surpresa.

1. Prever. A cada medição, o TUBE faz uma previsão simples do próximo valor a partir do que já guardou, por exemplo "vai continuar na mesma tendência".

2. Conferir. Se a medição de verdade cabe na faixa em volta da previsão, não há nada a guardar: quem abrir o arquivo vai fazer a mesma previsão e chegar a um valor dentro da tolerância.

3. Guardar a diferença. Se não cabe, o TUBE guarda a diferença entre o previsto e o medido, arredondada de um jeito que a garantia continua valendo. Esse é o único dado que ocupa espaço.

4. Reabrir e selar. No fim, o arquivo é reaberto e comparado com o original, ponto por ponto. Só depois disso ele recebe uma impressão digital e entra no registro assinado (GIRDER). A versão em Go e a versão no navegador produzem o mesmo arquivo, byte a byte.

A faixa em volta da previsão cabe na faixa:nada a guardar escapou: guarda a diferença voltou a caber conferência finalreabre e compara os 600 pontos seloimpressão digital
Onde o sinal é calmo, quase nada é guardado. Onde algo acontece, o arquivo cresce. Essa é a origem da "surpresa", que também serve como detector.
O que medimos

Ganha em dado com degraus, perde em dado liso.

Comparamos o TUBE com o SZ3, o compressor científico de referência para esse tipo de garantia, no mesmo dado e com a mesma tolerância. Dado real e público em todos os casos.

Onde o dado anda em degraus, com números inteiros, zeros e picos (sismógrafos, emissões de chaminé), o TUBE faz o arquivo menor. Onde o dado é liso e a tolerância é larga (a fibra óptica submarina), o SZ3 ganha nos bytes. Nos dois casos a garantia do TUBE nunca foi violada.

Na prática, onde o dado é liso o motivo para usar o TUBE não são os bytes. É o que vem junto: perguntar sem abrir o arquivo, detectar eventos e selar a prova.

Emissões de usina · EPA, 8.760 horas × 4 séries
0,47× (TUBE menor)
Sismógrafos · 17 estações, 1,22 milhão de medições
0,85×
Fibra óptica submarina · Svalbard, 21,6 milhões
1,30× (SZ3 menor)
Um ponto à esquerda da linha tracejada é onde o TUBE faz o arquivo menor. Mesma tolerância nos dois compressores; valores das demonstrações publicadas.
Dado realTolerânciaResultado medidoNa prática
Sismógrafos IRIS, 17 estações, 40 Hz± 1 contagemTUBE 1,22 MB × SZ3 1,43 MB; 4,0× menor que o original15% menor que o concorrente, quase sem perda
Fibra submarina, Svalbard, 50 Hz± 38 contagensTUBE 2,64 MB × SZ3 2,03 MBSZ3 30% menor; perto da tolerância zero os dois quase empatam
Emissões EPA, usina Barry (AL), 2023resolução do relatórioTUBE 19,9 KB × SZ3 42,2 KB, menor até que o gzip sem perda2,1× menor: emissão anda em degraus e tem muitos zeros
Vibração de rolamento (CWRU, 12 kHz)± 0,1 g23,6× menor que o originalcorrigido em set/2026: a conta antiga (36,8×) misturava arquivos de 48 e 12 kHz
Fibra óptica em terra (PoroTomo), sem eventopor canal≈ 17× menor; 5,8% das medições guardadasno terremoto cai para 3,8×: o arquivo cresce quando algo acontece
Custo de processamento (Go)—≈ 53 ns por medição no codificador≈ 19 milhões de medições por segundo num núcleo
O que vem junto

Perguntar sem abrir, e perceber o evento de graça.

Perguntar sem abrir o arquivo. Como o TUBE guarda um pequeno índice por bloco de medições, dá para responder "quantas medições passaram do limite?" tocando só os blocos que podem ter a resposta. Na fibra submarina, a pergunta tocou 0,04% do arquivo, respondeu 881 vezes mais rápido que abrir tudo e devolveu a faixa [7, 15], que contém o valor certo (15). Isso é o CLAMP.

Perceber o evento. Quando algo acontece, as medições saem da faixa e o arquivo precisa guardar mais. Essa "surpresa" é um detector que não custa nada a mais. No rio French Broad, durante o furacão Helene, ela disparou horas antes de o nível cruzar o estágio oficial de enchente. Veja a surpresa certificada.

Contar com prova. Na usina da EPA, "quantas horas o NOx passou de 0,15?" saiu como 162 horas, exato, direto do arquivo comprimido, com o relatório selado.

A pergunta abre só o que precisa o índice de cada bloco diz se a resposta pode estar ali resposta: faixa garantida, por exemplo [7, 15], que contém a verdade A surpresa sobe antes do alarme limite oficial surpresa dispara
Esquema. Os números citados no texto são das demonstrações de fibra submarina, emissões e enchente, cada uma conferida contra o dado original.
Onde usar

Quando o arquivo precisa provar o que diz.

Encaixa bem

  • Dado com degraus, inteiros e picos: sismógrafos, emissões, contadores, preços. Aqui o TUBE ganha nos bytes e na prova.
  • Guardar meses de medição para auditoria sem pagar pelo dado bruto, mantendo os picos que um resumo por média apagaria.
  • Relatórios obrigatórios em que a margem está na norma e alguém precisa conferir depois.
  • Eventos rápidos e fortes (terremoto, enchente, falha de máquina), percebidos pela surpresa.

Não é a melhor escolha

  • Só economizar espaço em dado liso com tolerância larga: o SZ3 faz arquivos menores.
  • Detectar deriva lenta: a surpresa é fraca quando o sinal muda devagar.
  • Sinal escondido no ruído (onda gravitacional crua, por exemplo): precisa de um filtro específico antes.
  • Comprimir aproveitando canais vizinhos numa fibra óptica: medimos, e com a garantia valendo ficou pior que o original (0,66 a 0,99×).
As regras

Quatro regras que o TUBE não quebra.

  1. A tolerância vem antes

    Quem usa o dado escolhe quanto cada medição pode variar, antes de comprimir. Nunca se ajusta a margem depois de ver o resultado.

  2. Todas as medições, uma a uma

    Nada de "em média". O arquivo só é aceito se o maior desvio, em qualquer ponto, for no máximo 1× a tolerância.

  3. A prova vai junto

    Impressão digital, tolerância e parâmetros ficam com o arquivo. Qualquer um reabre e confere sem precisar confiar em nós.

  4. Declare como o dado foi medido

    Frequência de amostragem e unidade de cada arquivo por escrito. Foi a falta disso que inflou um número nosso de vibração, já corrigido.

Três palavras desta página
Tolerância combinada

Quanto cada medição pode variar, escolhido por quem usa o dado. Em geral vem da precisão do instrumento ou de uma norma.

Faixa

O "tubo" em volta da série original, com a largura da tolerância. O que o arquivo devolve fica sempre dentro dela.

Surpresa

A parte das medições que escapou da previsão e precisou ser guardada. Sobe quando algo acontece, e por isso serve de detector.

Limites

Onde isso pode estar errado.

Bytes não são a promessa

Em dado liso o SZ3 faz arquivos até 30% menores. Se a única meta é espaço, o TUBE pode não ser a escolha certa.

A garantia é da margem escolhida

O TUBE prova que respeitou a tolerância. Se ela for larga demais para o uso, o arquivo está correto e mesmo assim não serve.

A surpresa não vê tudo

Pega eventos fortes e rápidos. Deriva lenta passa quase despercebida, e sinal abaixo do ruído é invisível sem filtro próprio.

Números já corrigidos

Na demonstração de vibração, a comparação antiga misturava taxas de amostragem. Refeita, a separação entre máquina boa e com defeito existe, mas com margem de cerca de 1 ponto percentual, não de 76.

Ver também

← Telemetria certificada · stickybit.com.br

Fontes