Uma seta que gira, fotografada 30 vezes por segundo.
Pense no ponteiro de um relógio que nunca para. A corrente alternada da rede é assim: uma seta girando 60 vezes por segundo. Cada PMU fotografa essa seta, marcando o tamanho dela e o ângulo em que está, com um relógio de GPS que deixa medidores de cidades diferentes comparar as fotos no mesmo instante.
Esse par (tamanho e ângulo) é o fasor. É com ele que o operador vê a rede balançar antes de um apagão, e que a análise depois de uma perturbação reconstrói o que aconteceu.
A norma IEEE C37.118 define o erro vetorial total: a distância entre a seta medida e a seta verdadeira, dividida pelo tamanho da verdadeira. Para estar em conformidade, esse erro tem de ficar em até 1%. Na prática, a ponta da seta guardada pode estar em qualquer lugar de um círculo minúsculo em volta da ponta verdadeira, e nunca fora dele.
359° e 1° estão a 2° de distância.
Numa régua, 359 e 1 estão longe: 358 unidades. Num relógio, estão lado a lado. O ângulo da fase é de relógio, não de régua. Quando a frequência da rede fica um pouco acima ou abaixo de 60 Hz, a seta "escorrega" e o ângulo dá a volta completa de tempos em tempos.
Um compressor genérico trata cada canal como número numa reta. Tudo o que ele faz de "esperto" em cima disso quebra na virada: ligar dois pontos, tirar média, prever a tendência. A média de 359° e 1° dá 180° numa reta, e 0° no círculo. O espécime lá em cima mostra o efeito: com os mesmos pontos guardados, ligar pela reta cria erros de mais de cem graus bem na virada.
O TUBE tem um canal circular (o mesmo que usa para a direção de um drone): prevê, compara e garante a tolerância medindo a distância no círculo, que é justamente o que a norma mede.
Conformidade com resposta provada.
Guardar meses de fasores de milhares de PMUs, dezenas de fotos por segundo cada, é um problema de volume. E o que se guarda tem erro regulado. Com a tolerância garantida por medição, o arquivo passa a responder perguntas sem ser aberto inteiro.
O CLAMP faz isso: para cada janela de tempo, devolve uma faixa que com certeza contém a resposta verdadeira, como "a frequência ficou fora da banda de conformidade nesta hora?" ou "qual o maior tamanho da seta neste evento?". Ele só descomprime os blocos que ficam na fronteira da pergunta.
Para uma auditoria, a diferença entre "a medida provavelmente ficou dentro" e "está provado que ficou, com esta margem" é a diferença entre um dossiê e um risco. E, de brinde, os pontos onde o sinal saiu do tubo formam o mapa de onde a rede se mexeu, como mostra o caso da rede elétrica.
Não é terreno virgem.
Já existe compressão amarrada ao erro vetorial no mercado: algoritmos que só guardam mudanças acima de uma fração do limite chegam a razões da ordem de 1000 para 1 em sinal de alta taxa. Há um concorrente especializado, e prometer arquivo menor sem medir seria desonesto.
O que defendemos como diferença está em outro lugar: a tolerância garantida em toda medição, conferida na leitura, e não "quase sempre dentro"; as perguntas com resposta provada sobre o comprimido; o canal circular para o ângulo; e o arquivo assinado com o GIRDER, que torna a perícia de uma perturbação à prova de adulteração.
O passo que falta, e que vem antes de qualquer promessa: pegar um registro real de PMU (há arquivos públicos de eventos de rede), comprimir com o canal circular e medir tamanho e aderência ao limite contra o concorrente, do jeito que medimos o TUBE contra o SZ3. O mais perto disso que já medimos é a frequência da rede britânica: 6 meses a 1 medição por segundo, 65,8 vezes menor que o original na janela do evento, nenhum ponto fora da tolerância de 10 mHz.
| Medido | Tese | |
|---|---|---|
| Tolerância na norma (1% de erro vetorial) | escrita na IEEE C37.118 | |
| Canal circular do TUBE | em uso (direção de drone) | aplicação ao ângulo da PMU |
| Frequência da rede, 6 meses, 1 por segundo | 65,8× menor, 0 fora da tolerância | |
| Fasor de PMU real contra o concorrente | falta medir tamanho e aderência |
A "foto" da corrente alternada: o tamanho da seta e o ângulo em que ela está naquele instante.
A distância entre a seta guardada e a verdadeira, em porcentagem do tamanho. A norma aceita até 1%.
Um jeito de guardar ângulos que sabe que 359° e 1° são vizinhos.
Onde isso pode estar errado.
É tese, não medição
O encaixe é forte no papel, mas ainda não comprimimos um registro real de PMU nem medimos contra o concorrente especializado.
O concorrente é bom em tamanho
Com razões da ordem de 1000:1, é possível que o TUBE não ganhe em bytes. A venda, então, é a garantia por medição e as perguntas provadas.
Erro vetorial mistura tamanho e ângulo
Garantir 1% no conjunto exige dividir a tolerância entre os dois canais. Essa divisão ainda precisa ser escolhida e documentada.
Obrigação regulatória varia
As regras de retenção e de resposta de frequência mudam por país e operador. O argumento de auditoria precisa ser checado no regulador de cada cliente.
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- IEEE C37.118.1: medição de synchrophasor e o limite de 1% de erro vetorial total. NERC BAL-003: resposta de frequência.
- Demo da frequência da rede: National Grid ESO (Reino Unido), 1 s, jan–jun 2026, 15,6 milhões de medições; codec em Go.
- Página anterior desta nota técnica, com o mesmo conteúdo em linguagem técnica: TUBE com canal circular e CLAMP com consultas certificadas.