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Sistemas para hospitais e clínicas

Planilha de leitos, agenda no papel, sistema que ninguém mais mexe?

Hospitais e clínicas funcionam em cima de controles que foram crescendo sozinhos: a planilha que só uma pessoa entende, o caderno da recepção, o sistema antigo que ninguém tem coragem de tocar. Fazemos o sistema sob medida, ou modernizamos o que já existe, sem parar o atendimento. Foi assim no controle de leitos do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

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Espécime · o mapa de leitos, ao vivo
4º andar · ala norte07:00
livreocupadoalta previstaem limpeza
0livres agora
0ocupados
0altas previstas
0na fila de espera

    Ilustrativo, inspirado no sistema que fizemos para o HCPA: leitos, pacientes e horários inventados.

    Três sinais

    Se algum destes é familiar, a gente pode ajudar.

    leitos_FINAL_v3.xlsx leitosituaçãoatualizado 410ocupadoontem? 411livreMárcia 412quem mexeu? livre ocupado?

    A planilha de leitos

    Só uma pessoa atualiza, cada turno tem uma versão e ninguém tem certeza se o leito 412 está livre. Enquanto alguém liga para o andar para conferir, o paciente espera no corredor.

    O que fazemos: um mapa de leitos único, no computador e no celular, que todo mundo vê igual e que cada setor atualiza na hora.

    08h09h10h11h Sr. JoãoD. LurdesPedro (retorno) dois pacientes às 9h

    A agenda no papel

    Dois pacientes no mesmo horário, retorno esquecido, recepção atendendo o telefone para dizer “tem vaga quinta”. E nenhum número sobre quantos faltaram no mês.

    O que fazemos: agenda online com confirmação pelo WhatsApp na véspera, fila de espera para encaixe e o número de faltas do mês.

    SISTEMA HOSP v2.1 (2009) F2 - InternaçãoF3 - FaturamentoF4 - RelatóriosF9 - Sair NÃOMEXER!

    O sistema que ninguém mexe

    Quem fez já saiu, não há documentação e cada mudança pequena vira um risco. A equipe cria planilhas paralelas para contornar o que o sistema não faz.

    O que fazemos: estudamos o sistema antigo, documentamos o que ele faz e trocamos por partes, sem parar o atendimento e sem perder dados.

    O caso

    Hospital de Clínicas de Porto Alegre: saber, a qualquer hora, onde há leito.

    O HCPA é um hospital universitário ligado à UFRGS, um dos maiores do país, aberto 24 horas por dia. Num hospital desse tamanho, cada leito ocupado sem necessidade é um paciente esperando no pronto-socorro ou na fila de internação.

    O problema não era falta de leito: era falta de enxergar. Saber, naquele minuto, qual leito estava livre, qual estava em limpeza, qual teria alta à tarde. Fizemos o sistema de controle de internações e leitos: um mapa por cores de todos os leitos, o registro de cada internação, a previsão de alta e os avisos de lotação por setor.

    Quem passou a usar foi a enfermagem, que já conhecia o hospital como ninguém. O sistema só deu a ela uma tela em que o hospital inteiro aparece de uma vez.

    Ocupado Alta prevista Limpeza Livre Internação um leito, o dia inteiro cada etapa visível para todo o hospital
    Ilustrativo: o sistema acompanha cada leito pelo ciclo inteiro, e a limpeza começa assim que a alta é dada, não quando alguém percebe.
    24 hpor dia, todos os dias: o sistema não podia parar
    6 mesesdo começo ao sistema em uso
    +30%no giro de leitos, segundo a gestão do hospital
    0leitos “invisíveis”: toda vaga aparece no mapa

    Mapa por cores

    • Todos os leitos numa tela: livre, ocupado, em limpeza, em manutenção, bloqueado.
    • Filtros por andar, ala, especialidade e tipo de leito.

    Internações e altas

    • Entrada, troca de leito e alta registradas, com o histórico de cada paciente.
    • Previsão de alta para planejar a tarde antes de ela chegar.
    • Fila de espera por especialidade.

    Números para decidir

    • Ocupação, tempo médio de internação e giro por especialidade.
    • Aviso de lotação quando um setor chega ao limite.

    O sistema do HCPA é de 2006. A tecnologia mudou muito desde então; o jeito de trabalhar, sentado ao lado de quem usa, é o mesmo. Antes dele, entre 2000 e 2002, informatizamos o Hospital Municipal de Parobé: farmácia, internações e faturamento, numa época em que quase não havia sistema pronto para comprar.

    Como fazemos

    Trocar o sistema sem parar o hospital.

    Acompanhar o turno1 a 2 semanas

    Sentamos com a enfermagem, a recepção e o faturamento. Vemos a planilha, o caderno e o sistema antigo em uso, não só no papel.

    Primeiro o que dóiuma tela, um problema

    Escolhemos o ponto que mais custa tempo ou paciente e resolvemos ele primeiro. O resto espera a sua vez.

    Lado a ladoaté a equipe confiar

    O sistema novo roda junto com a planilha ou o sistema antigo. Ninguém precisa escolher entre os dois no primeiro dia.

    Desligar o antigocom os dados

    Quando a equipe já usa só o novo, levamos os dados antigos e desligamos o que ficou para trás. Tudo documentado.

    O que dá para fazer hoje

    O que mudou desde 2006.

    No celular

    • Mapa de leitos e agenda no celular de quem está no andar, sem voltar ao posto.
    • Aviso no WhatsApp para o paciente: confirmação de consulta, preparo de exame, resultado disponível.

    Conversando com o que já existe

    • O prontuário fica onde está. O sistema novo lê o que precisa e devolve o que for preciso.
    • Sem digitar duas vezes a mesma informação em dois lugares.

    Com a ajuda da IA

    • Ler planilhas e papéis antigos e levar para o sistema novo sem redigitar tudo.
    • Resumos para a passagem de turno e para a gestão, sempre revisados por uma pessoa.
    Perguntas frequentes

    O que sempre perguntam.

    Preciso trocar o sistema de prontuário?

    Não. Na maioria dos casos o prontuário fica onde está e o sistema novo conversa com ele: lê o que precisa e devolve o que for preciso, sem digitar duas vezes.

    O atendimento para durante a troca?

    Não. O sistema novo roda ao lado da planilha ou do sistema antigo até a equipe confiar nele. Só então o antigo é desligado.

    E os dados dos pacientes?

    Ficam nos servidores que a instituição escolher, com acesso por pessoa, registro de quem viu e mudou o quê, e cópias de segurança. O projeto segue a LGPD desde a primeira conversa.

    De quem é o sistema no final?

    Seu. O código, os dados e a documentação ficam com a instituição, para que qualquer equipe possa continuar o trabalho, com ou sem a gente.

    Serve para uma clínica pequena?

    Serve. Para uma clínica, o começo costuma ser a agenda com confirmação pelo WhatsApp e um painel de faltas e encaixes. Cresce quando fizer sentido.

    Quanto custa e quanto demora?

    Depende do tamanho do problema. Por isso a primeira conversa é sobre o ponto que mais dói; com ele definido, mandamos prazo e preço da primeira etapa, sem compromisso com as próximas.

    Limites

    O que não fazemos.

    Prontuário pronto

    Não vendemos prontuário eletrônico de prateleira. Se você precisa de um, indicamos usar um do mercado e construímos ao redor dele o que ele não faz.

    Troca de uma vez só

    Não desligamos tudo num fim de semana. Em saúde, troca grande e rápida é risco para o paciente; preferimos ir por partes.

    2006 é outro tempo

    O caso HCPA mostra o método, não a tecnologia de hoje. O sistema que fazemos agora é outro, com celular, WhatsApp e conexão com o que já existe.

    O espécime é inventado

    O mapa de leitos do topo da página é ilustrativo. Leitos, pacientes e horários são de exemplo.

    Ver também
    Conversar

    Conte o que mais dói hoje.

    A planilha, a agenda ou o sistema antigo. Uma conversa de meia hora, sem compromisso, para entender o problema e dizer como começaríamos.

    Conversar pelo WhatsApp algorithms@stickybit.com.br Stickybit · Porto Alegre, desde 2004

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