Todo site novo parece o mesmo.
Vinte anos de design oscilaram entre imitar matéria e assumir a tela: couro, flat, vidro, pixel, papel. A última parada é o humanismo editorial: fundo creme, serifa grande, um terracota. Era uma reação justa ao excesso de interface, mas virou o padrão que toda ferramenta de IA gera de saída. O cliente abre três sites de restaurante e vê o mesmo.
Nenhum desses estilos mudou o que a página faz. Continuaram imagens paradas. A saída não é outra textura: é tratar a interface como material com propriedades físicas (massa, tensão, viscosidade), que só se mexe quando o cliente mexe nele.
Modelo de IA
- Paleta, fonte e grade iguais às do concorrente
- Enfeite que se mexe sozinho e atrapalha a leitura
- Forma orgânica sem significado (o blob de 2019)
- Fica velho junto com a tendência
Matéria viva
- Um material por página, escolhido pelo que o negócio é
- Em repouso, quieta e legível; responde só ao toque
- A forma é calculada a partir de um dado seu
- Movimento reduzido respeitado: parada, continua completa
No seu negócio já tem matéria.
A regra 3 do caderno diz: nada de blob decorativo. A forma orgânica é calculada a partir de algo real do cliente. Em comida e bebida isso sobra. Quatro exemplos do que já virou espécime na bancada:
Padaria, pastifício, pizzaria: o título alarga e volta como massa puxada. Tipo elástico, 30 linhas de código.
Cervejaria, café, azeite: duas gotas viram uma quando o cliente arrasta. A marca como física, sem WebGL.
Fornecedor e distribuidora: a borda da lente segue o contorno da área que você atende. Fractal com semente fixa, igual toda vez.
Churrascaria, forno a lenha: ruído determinístico na borda, não aleatório. A mesma irregularidade toda vez, como uma assinatura.
Identidade e site, com seis regras.
Marca, tipografia, cores e o site inteiro, do cardápio ao rodapé, construídos para o Google e a IA lerem e para o cliente sentir. As regras são públicas no caderno; o que muda de um cliente para outro é qual material a página recebe.
O site vem com painel para você mesmo trocar horário, prato do dia e fotos, e com a medição mensal de quem chegou pela busca. É o mesmo serviço do site para restaurante e bar, com a identidade feita junto.
Mola, inércia e viscosidade no lugar de grão de papel. O calor está na resposta ao gesto.
Nada se mexe sozinho a ponto de atrapalhar. Puxa, estica, volta.
A forma orgânica é calculada a partir de algo real do seu negócio.
Elástico, fractal ou viscoso. Escolher um e deixar o resto em silêncio editorial.
Fontes variáveis como matéria: largura e peso reagem, mas a palavra nunca fica ilegível.
Ruído determinístico, não aleatório: a mesma borda irregular toda vez.
Uma marca que bate como um balanço.
Calibr, Suíça · no ar em calibr.ch. O C do nome é um aro de balanço aberto para a direita. Na tela, ele oscila 28 graus para cada lado a cada 3,6 segundos, como a peça que dá o tempo num relógio mecânico. Para quem pediu menos movimento, fica parado. O resto segue a bancada do relojoeiro: marfim, pedra, prata, grafite e tinta, uma família tipográfica em peso leve, um dourado só para os movimentos. Ver o caso na home · calibr.ch.
Três passos, o primeiro de graça.
Você conta o que o negócio é e mostra o que já tem (site, Instagram, cardápio). A gente diz de qual dado seu a forma pode sair.
Dois caminhos de identidade, cada um com o seu material, num espécime para mexer no celular. Você escolhe um.
Identidade aplicada no site inteiro, dados que o Google e a IA leem, painel para o dia a dia e a análise de cada mês.
Isto se aplica ao seu caso?
Conte em duas linhas o que o seu negócio é e mande o link do que você tem hoje. Respondemos em até 48 horas úteis com o que a gente faria primeiro e uma proposta fechada. Se não fizer sentido, dizemos.