O conceito, em uma página só
Pequenos, numerosos, essenciais
Por que operadores de shell são insetos, como a caixa está organizada, e por que cada um mora em sua própria página.
Insetos são a maioria absoluta dos animais: pequenos, numerosos, ignorados até que faltem — e o ecossistema desaba sem eles. Os operadores deste insetário são assim. Ninguém apresenta ${var:-padrão} em palestra, mas toda linha de comando comprida carrega meia dúzia deles, trabalhando em silêncio.
O acervo inteiro foi conferido no manual do GNU Bash: a etiqueta de cada espécime aponta a seção exata em que ele vive, e anota em que shells ele voa — quase sempre bash e zsh, às vezes só um dos dois.
A gramática do acervo
São seis gavetas. As chaves multiplicam palavras antes de qualquer outra expansão; os parâmetros transformam o valor de uma variável no caminho entre o cifrão e a chave que fecha; os processos vestem comandos de arquivo e abrem conversas de mão dupla; os documentos entregam texto ao comando ali mesmo; as variáveis-fantasma são os parâmetros que ninguém declara e todo shell carrega; e os deslocamentos movem o shell entre diretórios e argumentos.
Cada ficha responde às mesmas perguntas: o que faz, como chamar, em que shells funciona, de onde foi coletado. A raridade — comum, incomum, esquecido — é opinião da curadoria, como nas coleções irmãs.
Por que muitas páginas pequenas
Pelo mesmo motivo do herbário e do relicário: cada inseto, cada gaveta, cada ordenação e este próprio texto são arquivos HTML separados, ligados por links, escritos por um gerador de algumas centenas de linhas. Estado vira endereço; o navegador cuida do resto.