O conceito, em uma página só
A catedral e a cripta
Por que os comandos mais fortes do Git moram no subsolo — e como o próprio Git chama seus dois andares.
Todo mundo conhece a nave da catedral: commit, push, pull, merge — o andar de cima, iluminado, por onde passam as procissões diárias. Mas catedrais antigas têm um andar de baixo. Na cripta ficam as fundações e os ossos: os comandos que sustentam o prédio inteiro e que quase ninguém desce para ver.
A divisão não é invenção desta coleção — é do próprio Git. A documentação separa os comandos em porcelain, a louça de apresentação feita para gente, e plumbing, o encanamento feito para scripts e para outros comandos. A gaveta de Encanamento guarda esse segundo grupo em estado puro: cat-file, rev-parse, update-ref — as ferramentas com que a porcelana é construída.
As cinco gavetas
O resto do acervo é porcelana que caiu no esquecimento, organizada pela situação em que salva o dia: Resgate, para quando o trabalho parece perdido; Arqueologia, para interrogar a história; Oficina, para armar a bancada; e Cirurgia, para operar a história com bisturi — e com placa de aviso.
Cada ossada aponta, na etiqueta, o manpage oficial de onde foi conferida. A raridade — comum, incomum, esquecido — é opinião da curadoria, e boa briga de bar.
Por que muitas páginas pequenas
Pelo mesmo motivo do herbário e do relicário: cada ossada, cada gaveta, cada ordenação e este próprio texto são arquivos HTML separados, ligados por links, escritos por um gerador de algumas centenas de linhas. Estado vira endereço; o navegador cuida do resto.