Uma versão anterior desta página afirmava que a consulta certificada transformava o veto de glitch numa prova de ausência: mostrava [0, 0] glitches coincidentes e 0% do stream tocado. O mecanismo estava certo, mas a demonstração era a instância mais fácil possível — um trecho onde não havia nada. Fomos medir com glitches reais rotulados, e a aplicação não sobrevive. O que segue é a medição.
Cada ponto é o pico da janela, em desvios do σ de referência medido nas janelas de controle do mesmo arquivo. Um glitch real tipicamente nem chega a 6σ no strain cru: a mediana do grupo com glitch é 3,06σ contra 2,79σ do controle — as duas nuvens praticamente se sobrepõem. Só 1 dos 40 cruza o limiar.
O [0, 0] da versão anterior não era prova de ausência de glitch: é o que esta consulta devolve quase sempre, com ou sem glitch. Poder discriminatório de 1 em 40. E o “0% do stream tocado” não é uma qualidade — é o sintoma de uma pergunta que nunca precisa decidir nada.
A versão anterior trazia um diagrama com o glitch desenhado “do lado detectável” e o sinal de GW do lado cego. As posições eram ilustrativas, não medidas. Medido, o deadband satura em todo lugar e glitch e vazio caem no mesmo ponto da régua. Critério de morte declarado antes: abaixo de 1,5×. Deu 1,00×.
O mecanismo está correto e continua correto: o intervalo certificado nunca deixou a verdade de fora. O que morreu foi a aplicação — perguntar por travessia de 6σ no strain cru, onde o glitch está enterrado sob o ruído de baixa frequência. É o mesmo fenômeno que já documentamos na baleia: o critério aplicado ao sinal cru não vê o que o pipeline do domínio só enxerga depois de filtrar e branquear.
Empate técnico com o SZ3 — na verdade o SZ3 leva por 1,4% (2,15 vs 2,18 MB). O gzip lossless só faz 1,05× porque strain é ruído. A ressalva: ε = std/1000 não vem de norma nenhuma, diferente do resto da casa (IEC no ECG, EPA no CEMS, ISO na vibração). O 7,7× é uma afirmação sobre essa escolha, não sobre o dado. E a frota de 10⁵ canais auxiliares nunca foi medida: extrapolar de strain — ruído quase branco — para sismômetro e magnetômetro sobreamostrados é palpite, não multiplicação.
Rodar a mesma consulta certificada sobre dado branqueado ou limitado em banda — que é onde o Omicron opera e onde o glitch de fato se destaca. Isso é degrau-1, não correção de redação: exige declarar o filtro como parte do critério e refazer as três medições. Enquanto não for feito, esta página é um negativo medido, e é assim que deve ser lida.
As honestidades. correção a versão anterior afirmava que o teste com glitch “precisaria de um segmento com glitch aberto” — isso estava errado: o Gravity Spy publica 15.305 gatilhos só em H1/O1, com GPS, SNR e classe, sobre strain aberto. O teste decisivo estava disponível o tempo todo. método a primeira especificação usava 6σ da própria janela, e um glitch forte infla o σ do trecho em que está — o limiar fugia junto com o sinal; refeito com σ de referência das janelas de controle do mesmo arquivo (mudou 0 → 1 detecção positiva, não mudou a conclusão). morto o veto como prova de ausência, e o diagrama do gradiente. acesso os 10⁵ canais PEM seguem internos à colaboração; tudo aqui roda no strain aberto, que é proxy do mecanismo, não o fluxo operacional do veto. Reprodução: ligomon/ — hipóteses e critérios de morte declarados antes de rodar, fetch.sh + pick.py + run.py.